(Tiradentes, 2015)
Para Celso e Marília
Um trombone
uma tuba
um fagote
um pistom,
a cabeleira do Zezé,
a peruca do vovô,
o Abre Alas da Chiquinha.
Pierrô bêbado chora a saudade
da Colombina que não conseguiu
tomar a última maria fumaça
vinda de São João del Rey.
Castiçais de estanho,
taças de cristal e titânio,
nas janelas coloridas de Minas Gerais.
A virgem e a mãe da virgem e
aquela pomba estúpida e feia
que Caeiro lembra ser o pai de todos nós.
Passa o menino com sua sacola de
bilboquets, petelecos e marionetes,
lança ao ar confetes e serpentinas.
Chacrinha bebe no gargalo cachaça artesanal,
uma senhorinha mostra a língua:
o bloco avança diante de igrejas ancestrais.
Penso: fosse sincera a aurora,
menos escaldante o entardecer,
leve a chuva nos meus ombros,
eu viveria a alegria do carnaval.
Boa Rodrigo. Muito legal. Escrevei algo sobre o Celso Freire – literatura, poesia e prosa brasileira. bem legal. acessa lá também. abração
Pedro