Esse texto foi originalmente publicado no site da Revista do Brasil, cujo endereço é www.redebrasilatual.com.br. A Revista do Brasil é uma iniciativa de um conjunto de sindicatos para democratizar a comunicação no Brasil. Vale conhecer. Lá, escrevo a coluna Em Transe, onde procuro dialogar sobre cultura digital com um público leigo.
Desde o fim do ano passado, as autoridades de segurança da internet estão tão preocupadas com um vírus quanto as autoridades sanitárias globais com a expansão da gripe suína.
Tudo por causa do Conflicker, uma nova modalidade infecciosa que ataca computadores que utilizam o sistema operacional Windows, transformando máquinas em potenciais zumbis (passíveis de ser controladas remotamente) – pavimentando o caminho para que crackers cometam crimes.
Parece cenário de ficção cientifica, mas não é. Atualmente, estima-se que mais de 10 milhões de computadores ao redor do globo estejam infectados pelo Conflicker. Para combater o vírus, que se vale de uma falha no sistema operacional da Microsoft, a empresa criada por Bill Gates lançou um pacote de atualizações, mas boa parte dos usuários ainda não sabe disso.
Outro aspecto que complica as coisas no Brasil é o grande número de cópias não-autorizadas em circulação (as chamadas cópias piratas).
O cenário é realmente preocupante, porque, diferentemente de outros vírus de computador, o Conflicker só precisa de uma máquina conectada à internet para se alastrar e, uma vez dentro do sistema, encontra inteligentemente formas de se reproduzir e de se espalhar por redes residenciais ou comerciais, podendo causar panes generalizadas.
Para explicar melhor essa gripe do Windows, procurei o programador e ativista Jomar Silva, também conhecido como HomemBit, uma das maiores autoridades da web brasileira sobre o tema. Jomar é representante no Brasil da OpenDocument Format Alliance, uma organização que trabalha para que a tecnologia promova o diálogo livre entre os usuários. Veja o que ele diz:
O que o Conflicker faz?
Ele danifica uma série de configurações no computador onde se instala, deixa-o mais lento, travando com facilidade, e pode fazer com que a máquina seja utilizada como um “zumbi” para um ataque coordenado contra qualquer outro computador (como se ele construísse um exército de zumbis e os deixasse em prontidão para atacar qualquer alvo).
Ele pode ainda causar outros problemas (como roubo de informações), mas isso não foi ainda comprovado. Ele é perigoso porque não se sabe o quê, nem quando, nem como ele vai atacar, e dado o número de máquinas infectadas (estimativa de milhões).
Pode atacar por exemplo os equipamentos utilizados no coração da Internet, fazendo a rede mundial ficar instável por dias (ou pior ainda, pode atacar determinados computadores de sistemas governamentais, causando diversos transtornos para a população, como falta de energia ou coisas mais complicadas ainda).
Além disso, ele se esconde de tal forma nos computadores com Windows que fica muito difícil detectá-lo. Como é um vírus que se distribui automaticamente via rede, eliminar o Conflicker em redes de empresas e escolas pode ser uma tarefa tão fácil quanto secar gelo.
O que fazer?
Diversos sites possuem programas que removem esse vírus, mas recomendo cautela aos usuários para buscar esses programas, pois alguns espertinhos (crackers) criaram novos vírus que se instalam fazendo de conta que são programas para a remoção do Conflicker (para você ver como a vida é complicada para quem usa Windows hoje em dia). Por isso, procure sempre estes programas dentro dos sites das empresas que fabricam anti-vírus.
Minha recomendação para quem foi infectado é que salve seus documentos, fotos, músicas e filmes em um pen-drive ou CD/DVD (o famoso backup), e se livre do Windows de uma vez por todas. Existe hoje uma distribuição de Linux (distribuição é o nome dado para os ‘tipos’ de Linux existentes) chamada Ubuntu (www.ubuntu.org), em português, fácil de usar, fácil de instalar (não leva mais que 15 minutos) e que possui todos os programas equivalentes aos do Windows para todas as tarefas cotidianas dos ‘usuários normais’ (na verdade o Ubuntu possui muitos programas avançados, muito mais do que o Windows tem).
O melhor de tudo é que o Ubuntu é completamente gratuito e além de usar, você pode copiá-lo e instalar em quantos computadores quiser.
Linux e Mac podem ser infectados?
O Conflicker é um vírus exclusivo do Windows.
E o que fazem os usuários que não possuem uma cópia autorizada do Windows?
Os computadores que possuem uma cópia legalizada do sistema Windows instalado possuem um recurso de atualizações automáticas que, uma vez executadas, instalaram no passado um antídoto que faz com que Conflicker encontre as portas fechadas para um ataque.
Os computadores que possuem cópias não autorizadas do Windows (detesto o temo “Pirata”), não podem fazer as atualizações automaticamente. Com isso, a probabilidade de que esses computadores ainda estejam (e continuem) vulneráveis é imensa, se tornando um enorme nicho para a disseminação do Conflicker. Ou seja, se sua versão do Windows é “alternativa”, seu computador é uma saborosa vítima para esse vírus.
De quem é a responsabilidade?
Vírus são criados por crackers. Muitos deles são inventados por pessoas que trabalham para o crime organizado internacional. A maioria dos vírus é um programa que precisa ser instalado para rodar em sua máquina. A arquitetura do Windows é estruturada com base em programas executáveis (aqueles que quando abrimos vêm acompanhados da extensão “.exe”). Basta você clicar uma vez e ele, pumba!, pula para dentro das veias do seu computador. Ou seja, o usuário, ao dizer sim para a instalação desse programete, sente-se responsável por ter sido infectado.
No caso do Conflicker, porém, não é assim. Ele se aproveita de uma falha no sistema operacional da Microsoft, o Windows. Basta a máquina estar conectada à internet para que ele contamine o usuário. Isso levanta uma questão importante, que devemos fazer: “de quem é a culpa por isso afinal? Quem pode ser responsabilizado?”. Sem dúvida que os criadores do vírus. Mas a empresa que lançou um produto falho também não tem responsabilidades?
É hora de enfrentarmos esse assunto com seriedade. Se eu comprar um carro que, por falha de projeto do fabricante, é facilmente aberto por qualquer um, quem deve pagar pelos meus prejuízos: eu ou o fabricante do carro? E por que com um sistema operacional isso deveria ser diferente, ainda mais considerando que dia após dia novas falhas são encontradas e que um usuário comum acaba tendo que ter conhecimento de um especialista para poder simplesmente navegar na Internet com segurança? Se eu fosse um usuário de Windows e tivesse problemas com vírus e travamentos constantes do sistema, não hesitaria em procurar o Procon e o Ministério Público para exigir meus direitos perante o fabricante do sistema operacional.
Fica a ideia.
Meus pêsames a quem em pleno século XXI ainda usa sistema operacional que pega vírus.
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