(Santos, 2015)
O vento quente que sopra do mar
anuncia a chegada da tempestade:
não há o que se possa fazer.
Para mim, o mais difícil é pensar que
esse vento, mensageiro, também anuncia
a partida do sol de outono.
Os dias que se seguem à passagem do vento
são dias de chuva e cinza em que não vemos o mar,
nem a luz do sol nas folhas caídas das árvores,
por isso o povo da minha terra se recolhe.
E assim vivemos nossas vidas:
nos dias de sol, com animação e alegria;
nos dias de chuva, com saudade e resignação.