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RUÍNAS E CONCHAS

Santos, 2016 Persigo minha poesia por uma faixa de areia cada dia mais estreita. – culpa das dragas, ela diz. As dragas comem areia, modorram ondas, entopem os canais de Saturno. – temos o porto, ela diz. Persigo minha poesiaContinue a ler »RUÍNAS E CONCHAS

CÚMPLICES VARIATIONS

I De braços dados caminha o casal enamorado do real sentido da existência II Caminha o casal enamorado de braços dados com o real sentido da existência III O real sentido da existência caminha de braços dados ao casal enamoradoContinue a ler »CÚMPLICES VARIATIONS

PAÇOQUINHA

(São Paulo, 2014) para Aloisio Milani Brasil… Mastigado na gostosura quente do amendoim… Falado numa língua curumim De palavras incertas num remeleixo melado melancólico… (Mário de Andrade) Mezzo beat Mezzo jeca Meu negócio é piquenique Toalha de chita quadriculada gramaContinue a ler »PAÇOQUINHA

LEVEZA

(Santos, 2014) para Sérgio Cohn Poema cavalga uma ribanceira até encontrar leveza. Depois que encontra flutua vira pluma: espuma densa sobre curso d’água. E o rio não para.

GUARDADO

Tem um tipo de poema que nasce no guardanapo pula pro sulfite migra pro Moleskine até que, datilografado, vai parar na vala comum de um disco rígido: esse é o poema guardado.

AMANHECER

para Lia Rangel Eu iria à praia daqui a pouco apenas para escrever seu nome na areia, não fosse a certeza de que a praia será encoberta pelas águas em consequência do aquecimento global. A ideia do degelo das calotasContinue a ler »AMANHECER

SUPÕE

Supõe que sou um tipo nostálgico, desses que acreditam que só nos anos 60 do século passado a balada era a boa, a grama verde e o sol dourado; Supõe que sou um tipo fascinado pelos velhos festivais, organizados colaborativamente,Continue a ler »SUPÕE