Pela manhã
Ontem, pela manhã, os que estavam conectados à rede assistiram a cenas antológicas e históricas durante a apresentação da Ministra Ana de Hollanda no Congresso Nacional.
Neste link é possível assistir ao conteúdo integral da apresentação da Ministra.
A irmã de Chico Buarque demostrou, sem nenhuma cerimônia, porque o despreparo de sua administração é “dolorosamente evidente”, como afirmaram intelectuais esta semana, entre os quais Gabriel Cohn e Marilena Chauí.
Não vou me estender, por hora, mas apenas reproduzir o que ela afirmou sobre a internet, a partir do registro feito pelo Caderno Link, do Estadão, a principal publicação sobre cultura digital da grande mídia brasileira. Segundo notícia postada por Tatiana de Mello Dias, Ana de Hollanda disse no Congresso que a internet pode “matar a cultura”.
“Hoje em dia a pirataria é feita assim. É copiado através da internet, e isso se multiplica, está sendo distribuído e vendido pela internet. Daí a preocupação do MinC com essas questões, que estão facilitando a pirataria”, disse Ana. “O MinC tem que ter uma preocupação com a preservação e com a condição de se produzir culturalmente sem que isso seja copiado como se não tivesse trabalho investido. Isso vai matar a produção cultural brasileira se não tomarmos cuidado”, declarou.
Algumas horas depois
À noite, no mesmo dia, Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura do governo Lula, participou de um fórum de gestão cultural em São Paulo. Estive lá, para assisti-lo.
O que Juca afirmou é o oposto daquilo que diz a atual ministra. O que diz Juca é o que foi dito durante os oito anos de governo Lula, quando a presidência da República apoiava a utilização de licenças flexíveis na rede, encaminhava a elaboração aprovação do Marco Civil da Internet e defendia mudanças regulatórias qualificadas nos direitos autorais, entre outras posturas explícitas em defesa da liberdade do conhecimento.
Em entrevista publicada hoje no blog Farofafá, que está fazendo um trabalho fundamental para a cultura brasileira com uma série corajosa de reportagens sobre os rumos da política cultural no país, Juca contesta a visão de Ana, e reafirma sua posição em defesa do papel emancipador da rede mundial de pessoas e computadores.
“A internet amplia, e muito, a possibilidade de acesso à informação e à cultura. Ela multiplica os interlocutores. O monopólio da comunicação de grandes meios hoje tem um contraponto, que é essa complexidade enorme de vozes. É como a rua, a infovia é como a rua. Anda gente de bem, gente que não é do bem, gente conservadora, gente progressista. Eu não mistifico a internet. Ali é um santuário, uma via pública. Ali é um lugar de difamação, de calúnia, mas é um lugar também que colocou uma possibilidade imensa de acesso à cultura. A maior autoridade espanhola em biblioteca disse agora lá: “Eu, com esta crise econômica, não criaria mais nenhuma biblioteca. Eu investiria em disponibilizar esses conteúdos pela internet para que as pessoas possam ter acesso com facilidade”.
Foi a primeira vez que Juca falou claramente contra o retrocesso que está em curso no Ministério da Cultura.
Depois de mais de ano calado, diante de todas as barbaridades e falsidades que foram ditas, resolveu expor o que pensa. Hoje filiado ao PT, um “velhinho de esquerda” como diz, teve a coragem de vocalizar a insatisfação que inúmeros setores da sociedade brasileira vêm afirmando desde o início da sucessão na cultura, e que o tempo só fez reafirmar e comprovar.
Em um dia, vimos o que a cultura brasileira se tornou, o que foi, e o que poderia ser.
Bom o texto mas essa coisa de “A irmã de Chico Buarque” é uma bobagem que só ajuda a esconder quem de fato controla o jogo do poder dentro do MinC, Antonio Grassi.
Salve Carlos,
Usei o “irmã do Chico Buarque” porque é o único qualificativo que justifica a presença da ministra no seu cargo. Obviamente que o grupo do PT Cultural, em especial do Rio, o pessoal da Bahia, que se foi no primeiro ano do governo Lula, que está bem escondido mas operando forte, e a galera do balcão e do ECAD, as três forças que sustentam a Ana no governo tem seu papel no espetáculo.
Abraços,
Rodrigo
Não senhamos tolos. Ana de Hollanda só foi escolhida pra pasta provavelmente por pressões dos EUA contra Lula e Dilma, em consternação do império á consulta publica sobre a nova lei de direitos autorais, com mais permissividades, o q, certamente, do ponto de vista dos parasitas que querem fazer do copyright um “aluguel social” eterno (rent seekers), tornando a sociedade refém dessa castas de invesidores do entretenimento, especialmente dos USA (daonde se puxam TODOS os fios na questão, como se fosse a figura de um cowboy “adestrando” o “cavalo brabo” e indômito que se chama “sociedade mndial e 7 bilhões de pessoas”, livre arbítrio, democracia e soberania dos paíss), e depois dos países centrais (satelites – França, Reino Unido, Alemanha, Japão…).
Não me surpreenderia, se no ano de 2010, antes da eleição de Dilma, no comecinho, Lula e sua Dilma fosse procurados por agentes do império, com ameaçadas de todo o tipo (uma delas poderia ser “acabem com essa consulta publica a lei de direito autoral! e mando, e estou mandando que a lei tem se radicalizar pra pior, para controlar a sociedade, e não o contrário como querem! vamos acabar com a baderna, coloque nossa interlocutora lá, aqui tem uma lista… e ela será nossa controlada, podem eganar o publico, as depois de eleita, Dilma tem que acatar nossas ordens, queremos um dos “nossos” comadados lá na Cultura, e de lá controlar a lei de direito auoral nova reacionário e anti social como nós mandamos! não irá querer fazer os EUA de tolo, né, sr. Inácio! Olha o que fizemos com o Al Gore hein… Com suas urnas eletornicas, de uma de nossas empresas, não será dificil fazer Serra vencer… nunca saberão!”).
Certamente depois, os banqueiros (pressionados tb por Tio Sam, e com promessas de aumentar os lucros, com o comercio virtual, caso a internet seja entregue aos domínios do capital, seja sequestrada) devem ter procurado sr. Inácio “Olha, precisamos controlar a internet, precisaos do log de 3 anos, aprovar a Lei Azeredo, e precisamos barrar esta lei de direito autoral proposta pela sociedade…. senão nos ajudaremos não tem mais ajuda de campanha da Febrabam…”.
A fala de Ana nã me surpreende, era esperado.
Ela foi colocada lácom esse propósito, quem as controla a c colocou lá com essa misão.
E faz sentido ela falar contra a internet e sobre ultra direito autoral agora, aumento de privilégios desses abastardos da socieade: afinal, o ACTA está vindo aí. Em breve pode aportar aqui, assim que os EUA ganharem a discussão no parlamento do Mexico. E Aninha certamente será a testa de ferro número um. E nunca escondeu issso (“poderíamos discutir o ACTA”, disse ela, a “princesa do Brasil”…).
O capital, os maçons, que controlam o mundo, não fazem nada sem planejamento contínuo e conspiração diaria. São muito habeis, programados e inteligentes.
Ana entra nisso, com esse discurso (totalmente previsível, esperado até…) contra a internet, contra a socieadade e pró império, pq talvz “fosse hora” dela começar a atacar a inernet. SUA LDA está encaminhada no congresso (com a “frente de parlamentares da Cultura”, devidamente lobbiados, esperando sua chance de prestar seu serviço ao capital privado…) e ainda o ACTA até ano que vem deve “chegar” aqui, então nada mais lógico que ela cavar seu ninho, quando chegar o ovo da serpente por aqui.
SE Ana já fora escolhida antes de Dilma ser eleita (como demonstra a entrevista do Juca recente), e mesmo assim se Lula ainda se dizia “contra a lei Azeredo” e Dilma (na Campus Party 2010) a favor da cutura digital e contra essa lei (logo ela, com seu log de 3 anos via Anatel e “serviços de qualidade da banda larga”), provavelmente então estavatudo de conbinação, e Lula e Dilma se fizeram de João sem Braço pra não prejudicar a candidatura de sua pupila. Logo que Dilma assumiu ela traiu esse eleitorado, e até hoje, sem medo de olhar pra trás. A verdade que a História não será menos cruel para esse pessoal (Lula, PT, Dlma), se eles armaram pra cima da sociedade, e não se revelaram antes, isso terá um peso político pra eles e pra sua história.
No final, os EUA ganham sempre. E sempre eles.
Quando se irá viraro lado desse disco ?
Como eu disse hoje Rodrigo, a verdade é que Juca Ferreira foi gentil ao falar de Ana de Hollanda e tudo o envolve a atual gestão. Ele sabia desde o princípio que esse grupo que tomou o MinC de assalto, comandado por Antonio Grassi representaria, como representa, o que existe de mais conservador e, portanto, o retrocesso seria inevitável. Mas sinceramente acho que nem ele o Juca, esperava que esse conjunto de coisas que representam absolutamente a indústria cultural chegasse ao ponto de deterioração do próprio Ministério da Cultura. Quem faz uma afirmação como esta “A internet, a Pirataria, a circulação livre e sem rigor vai matar a Cultura Brasileira” é muito bem orientada pelos mesmos grupos internacionais que estão escrevendo a cartilha golpista da ACTA. Ana é a ministra da cultura do Brasil que todo Obama sonha.
Abração.