O Rafa Mantarro me mandou uma colagem de fotos minhas disponíveis na internet. São muitas caras e as que mais gosto são a do Kurt Cobain e a do Caníggia, uma safadeza dele, lembrando os idos tempos em que eu ainda empunhava uma guitarra e jogava alguma bola.
Chegando nesta madrugada aos 35 anos, tenho me sentido bastante grato pelo aprendizado que essa existência tem me oferecido. Essas muitas faces, acredito, são reflexo de muitos interesses, de muita disposição, de uma vontade ancestral de construir alternativas para uma vida valiosa, onde a política seja o exercício da generosidade, e a arte e a cultura combustível da alma.
Desde que passei a viver perto do mar, a minha percepção do tempo mudou. Talvez eu pudesse dizer que ela tenha mudado antes, quando parti em busca do mar, mas isso seria apenas um exercício retórico (eu adoro esses exercícios).
O que desejo, profundamente, e quero compartilhar com vocês que passeiam por aqui, é que sigamos agindo para que o amor vença a infâmia. E que o tempo seja usado para o cultivo dos nossos afetos, incluindo nesses afetos o planeta em que vivemos e os seres que o habitam (nós humanos incluídos).
As pessoas costumam agradecer depois. Eu quero agradecer antes. A partir das 18 horas, começo as comemorações, primeiro na Realejo Livros, a livraria de rua que é meu lugar predileto em Santos (espero que tenha choro mesmo na chuva) e depois vou a O Almanaque Bar, para tomar umas e outras, porque é hora de festejar.
Amanhã começa um novo setênio (http://www.antroposofy.com.br/wordpress/resumo-do-desenvolvimento-do-ser-humano-atraves-dos-9-setenios/), em que, de acordo com a antroposofia, o desafio é lidar com a essência no mundo (do mundo?). E isso passa, não tenho duvida, por cultivar o presente. Valeu turma!