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Wikileaks: o que está em jogo?

O jogo é bruto. Os cabos foram capturados em benefício da transparência de todos nós. Com isso, a verdade que trafega em sigilo foi exposta na praça pública virtual da rede, e aqueles que ousaram exibir as entranhas da realpolitik tornaram-se objeto de desejo do império (Governo estadunidense, com suas bandeiras de cartão de crédito e megaoperadoras globais de serviços de entretenimento baseados na informação alheia). O que está em jogo?

O jogo é bruto. Começa a se forjar uma aliança contra o anonimato e a circulação livre de informação. Azeredo, Hadopi, Zapatero x Wikileaks. Temos o direito de acessar o entendimento dos governos sobre o que somos e o que fazemos. De conhecer a visão dos operadores do império que filtram e dirigem a ação do mais poderoso governo do Globo e também de seus satélites informacionais na Europa, na América, na Ásia, na Oceania, na África.

O jogo é bruto. O que jamais foi dito nem nunca deveria ser exibido está na nossa mão, em servidores espelhados e espalhados, que já não poderão tomar. O que está em jogo então?

Ato-debate “Wikileaks: o que está em jogo?”
Quarta, 15/12, às 19h
com a participação de Natália Viana, jornalista parceira do Wikileaks no Brasil
Auditório Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo
Rua Genebra, 25 – São Paulo
(próximo à Câmara Municipal)

5 comentários em “Wikileaks: o que está em jogo?”

  1. O Jogo é bruto e MUITO sujo !

    E olha que os cable “top secrets” não foram revelados ! ainda !

    Viva a liberdade de impressa de TODA a imprensa !

    como sempre excelente blog.

    []’s
    kretcheu

  2. Eu sempre disse isso… Os Estados Unidos da America do Norte, como império, age como império. Não há muitas diferenças históricas entre o império do USA e o império romano, por exemplo. E qq nação que se torne império no futuro muito provavelmente não transporá esta pecha humana cíclina dejavuística do que “é o império”. Todos agem igual.

    O império é feito das conquistas sociais de seus grupos de cidadãos. Se tornam fortes. Tocado á cobiça e controle. Pois a união e o sucesso são levados pela ambição humana. E a cobiça, a ganancia leva ao controle, para manter estas conquistas e para alimentar a fornalha sedenta da cobiça, da ambição, da ganancia. A civilização humana então se resume á isso. A cobiça e a ambição, a ganancia como centro dorsal motivacional.

    Portanto, TODO império. Ainda mais se único, sem competidores á altura, tem um destino: a ditadura e o fascismo. É impossível pensar num império que a ditadura e a opressão não sejam um caminho natural para manter o controle e o fascismo a resposta á esse controle e ambição. Com os EUA, tão declamado em verso em prosa, com sua bandeira flamulante, hino com strofes de compositores dando tom polifònicos harmoniosos e pátrios, nas músicas, literatura, televisão e especialmente filmes, sacralizando o império como “coisa do bem, de Deus, uma conquista e orgulho da humanidade” não é, e não pode ser diferente. Portanto o Dejavu humano se repete.

    O video vazado do wikileaks, que mostrou ao mundo a atrocidade do massacre e da covardia da “guerra” do Iraque, com o helicoptero metralhando civis indefesos, sem uma segunda chance de serem deixados lá feridos, que a pulverização tinha que ser total e sem vivos, impiedosamente não difere dos bombardeios de Napalm no Vietnã. O império, este império, vive do extermínio. E com a perda de competitividade no campo econômico, com a perda de mercado, enfraquecido, só lhe sobra isso: a rapina para manter o controle sobre os outros. Já que passou a fase dele gerar riquezas sem competição á altura. Ele as perdeu. Só sobra o que sempre foi especialidade dos EUA, desde que os primeiros colonos ingleses chegaram lá: a força bruta. Disso o império entende como ninguém! Não há competidor á altura, não só no belicismo mas como na VONTADE de usá-lo. O mesmo império que pede que o Irã não alcance uma bomba atômica não se faz de rogado de deslocar dezenas de ogivas em seus submarinos e belonaves pelo globo armados com bombas atômicas prontas para serem usadas a qq momento ou de usá-las no Irã para “dissuadí-lo”.

    Não tenham dúvidas que usarão o incidente com o Wikileaks e com o revés dos ativistas políticos hackers para, com ajuda da mídia (assim que a poeira assentar) como “justificativa” para o controle completo da internet! Não tenham dúvidas! Controle do próprio império, espionando e “puxando o pluge” a bel prazer, e mais pressão (além do Acta) para os países dominados se “reunirem” para uma lei conjunta opressa, castradora e censora. No fundo eles sabem que tudo isso acaba uma hora os beneficiando. Eles querem o controle da internet, da democracia (pois vivem da ditadura, como todo império), da circulação de informação e do direito á opinião pessoal (no próprio Acta, o tratado internacional anti pirataria na internet – e fora dela – jaz artigos dizendo que as pessoas serão CRIMINALIZADAS se emitirem opinião contra o direito autoral e sua lei! devem ter se servido na fonte da ditadura brasileira (ainda vigente) que usaria-se o “incitação ao crime”, “apologia ao crime” como forma de censura contra a opinião e a democracia – lei da ditadura ainda vigente em nossas leis).

    É preciso estar atento. Já não basta a farsa da pedofilia virtual ou a exponenciação alarmista do perigo dos crimes virtuais de quadrilhas de estelionatários e ladrões de senha de cartões de crédito ou a exponenciação orquestrada dos crimes contra a honra, para controle da internet, opressão, castração e vilipendiação de direitos, indivisuais e coletivos, usarão de “terrorismo virtual” contra nós como decorrencia do incidente do Wikileaks e os ataques hackers que se seguiram. Usarão disso tudo. Porque, conforme disse, os EUA, por mais que se proseiem e que vendam a propaganda de “nação do bem e luz do mundo e de Deus” não foge á pecha do imperialismo humano: o imperialismo não vive sem ditadura e sem opressão, sem fascismo, para o controle. Não faz sentido imperialismo sem isso. EUA não é exceção. E lentamente caminhamos para uma ditadura global. Não se enganem: a Alemanha Nazista e Hittler é apenas um capítulo do fascismo em nossa histórica sociedade humana. Eles não morreram, mas são sementes que se re-plantame florescem na hora certa. O fascismo é uma pecha de nossa raça.

  3. Uma outra coisa: eu não sei, não tenho certeza sobre até que ponto o Wikileaks serve ou dis-serve os interesses reais dos EUA….

    Eles dis-serve ao império quando mostra o video que ng conhecia do helicoptero metralhando civis indefesos até exterminar todos, com regozijo. Eles dis-serve quando se vê a pressão dos EUA contra seu líder e dono e pressionando entidades a não patrocinar o site, até de fechar o site.

    Eles serve quando aparenta que os EUA quando este incidente com o Wikileaks será sem dúvidas usado como “justificativa” interna e global (pressionando as nações dominadas por ele) para “de uma vez por todas” controlarem e oprimirem a internet, com novas leis e procedimentos (um velho inimigo do império, a internet, seu alvo sedento). Ele serve quando estão usando indiretamente os vazamentos como instrumento de contra-informação á seu interesse, fazendo do Wikileaks sua “garota de recados”. Exemplo: quando nos documentos vazados os EUA (sobre o Brasil) queixa do Itamaraty (como berço de anti USA), uma maneira nada sutil de colocar o governo do Brasil, publicamente, na parede, fazendo uma queixa. Ou quando diz que os caças franceses que o Brasil quer comprar são ultrapassados (obvio que não são – favorecendo seu FA18, esse sim ultrapassado, acaba sendo uma lavagem cerebral, uma mensagem subliminar). Ou quando diz que o brasil não precisa comprar submarinos nucleares da França pra vigiar o Pré-Sal pq não tem inimigos (claro, com a IV Frota marítima vigiando nossos mares na área do Pré-Sal o que MENOS os EUA vão querer é nossos submarinos nucleares dando uma de “inxiridos” vigiando os movimentos da IV Frota………).

    Até que ponto o Wikileaks serve ou dis-serve ? Até que ponto o Wikileaks possa ter sido uma criação dos EUA que saiu do controle ? meu ver é uma incognita. Pois o Wikileaks ao mesmo tempo prejudica e ao mesmo tempo ajuda. Aí que está a charada. Seria o Wikileaks uma grande conspiração ? Ou um instrumento que eles criaram que saiu do controle ? Ou nada disso ?

  4. Não sou um dos trezentos, mas se gostarem do texto podiam por em post, hein? Afinal de contas 301 são mais que trezentos, e nem somos de Esparta, somos do Brasil!

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